Serviços

SERVIÇO EDUCATIVO

A função educativa faz parte do estatuto de serviço público.

A educação pela Arte e pelo Património configura hoje uma realidade incontornável. Assim, o Mosteiro dos Jerónimos compromete-se a facultar às comunidades e aos visitantes em geral, o usufruto de um Serviço Educativo actuante e com qualidade. O Património é de todos e como tal deve ser respeitado, vivenciado e aprendido.

O Serviço Educativo do Mosteiro dos Jerónimos tem na visita orientada, o principal meio de mediação. As visitas orientadas, de âmbito geral ou temático, adaptam-se ao perfil etário, às necessidades e às expectativas de conhecimento e de fruição de todos os públicos. São abordadas a História, a linguagem artística e os programas iconográficos patentes no monumento.

PÚBLICO GERAL

As visitas gerais têm como base as componentes históricas e artísticas do conjunto patrimonial conhecido como Mosteiro dos Jerónimos, que inclui os portais exteriores, os dois pisos do Claustro e a Igreja de Santa Maria de Belém, aberta ao culto.

As visitas temáticas incidem em partes do conjunto patrimonial e/ou em temas concretos.

PÚBLICO ESCOLAR

O Serviço Educativo do Mosteiro dos Jerónimos oferece visitas guiadas aos alunos de todos os graus de ensino, do pré-escolar ao universitário, que podem ser adaptadas aos programas de diferentes disciplinas.

A marcação destas visitas deve ser feita pelos docentes, com antecedência necessária para poderem ser agendadas, onde deverá ser indicada escola, o nível de ensino, o número de estudantes e o professor/es responsáveis pelo grupo/s de alunos, com o devido contacto telefónico.

Os contactos para marcações são: se.mjeronimos@museusemonumentos.pt ou o contacto telefónico geral: +351 21 362 0034

VISITAS GUIADAS ESPECIAIS

As visitas guiadas especiais, habitualmente fora de horas em que o monumento se encontra aberto ao público, podem ser feitas em português, inglês, francês e espanhol. Devem ser agendadas com duas semanas, pelo menos de antecipação, através de um dos seguintes contactos: geral.mjeronimos@museusemonumentos.pt ou o número de telefone geral: +351 21 362 0034

BIBLIOTECA

O núcleo bibliográfico do Mosteiro dos Jerónimos é constituído por um acervo com obras referentes às temáticas directa ou indirectamente relacionáveis com o monumento e com a Torre de Belém.

São cerca de 1200 obras, incluindo monografias, publicações periódicas, teses, e outros, das áreas da Arquitectura, História, Conservação e Restauro e Património.

É possível utilizar computador portátil.

Acesso mediante pedido prévio para: se.mjeronimos@museusemonumentos.pt ou o contacto telefónico geral: +351 21 362 0034

Horário De Segunda a Sexta-feira, durante as horas de abertura ao público.

RECOLHA E UTILIZAÇÃO DE IMAGENS

A utilização de imagens em museus, monumentos e palácios tutelados pela Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. (MMP), como é o caso do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, é regulada pelo Despacho n.º 10946/2014, de 27 de Agosto, cujas normas tramitam da extinta Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), para serem aplicáveis por força do n.º 4 do artigo 9.º do Decreto-Lei n.º 79/2023, de 4 de Setembro, à MMP, enquanto não for objecto de alteração, nos termos do n.º 2 do artigo 21.º dos Estatutos (Anexo I do mesmo diploma legal). Nesse sentido, no referido Despacho, todas as referências à DGPC devem ser consideradas como feitas à MMP.

Assim, a utilização de imagens do Mosteiro dos Jerónimos ou da Torre de Belém para fins comerciais ou profissionais, exige autorização prévia podendo implicar pagamento de taxas, com pedidos formulados com 15 dias de antecedência para o email: geral.mjeronimos@museusemonumentos.pt

É permitida a captação de imagens para fotografia amadora desde que seja feita sem tripé, varas ou sticks, flash ou iluminação artificial, e não perturbe a circulação e a segurança.

GLOSSÁRIO

ABÓBADA

Estrutura arquitectónica curva, côncava, utilizada para cobrir espaços entre muros ou pilares, composta por elementos como aduelas de pedra ou tijolo que trabalham em compressão. Típica da arquitetura romana e gótica, a sua construção baseia-se em arcos para suportar o próprio peso sobre pontos de sustentação.

ADUELA

Bloco de pedra talhado em forma de cunha, servindo de elemento de arco, de abóbada, etc. . A aduela que fecha a abóbada (a última a ser colocada) é o fecho ou chave.

ALTAR

Estrutura elevada, mesa ou plataforma sagrada utilizada em contextos religiosos para ofertas, orações ou rituais. Mesa sagrada onde se celebra a Eucaristia no catolicismo ou local de adoração e entrega espiritual.

BALDAQUINO

Estrutura arquitectónica, ou dossel, sustentada por colunas ou suspensa, usada para cobrir altares, tronos ou túmulos, simbolizando honra e solenidade.

BALUARTE

Em arquitectura militar, estrutura defensiva poligonal que se projecta para fora de uma muralha, permitindo o disparo de artilharia em várias direcções para proteger os ângulos de uma fortaleza. Elemento comum nas fortificações modernas desenhadas para o uso de pirobalística.

CORUCHÉU

Remate piramidal ou cónico de uma torre ou de um campanário.

GALILÉ

Construção arquitectónica alpendrada ou em galeria, situada normalmente à entrada de um templo.

GÁRGULA

Esculturas de pedra, frequentemente grotescas ou demoníacas, usadas na arquitectura, sobretudo gótica, para escoar as águas pluviais afastando-as das paredes e evitando a erosão.

GÓTICO

Movimento artístico e arquitectónico medieval que floresceu na Europa dos Séculos XII ao XV, caracterizado pela verticalidade, arcos ogivais, abóbadas de nervuras e grandes vitrais. Pode ser dividido em quatro fases essenciais: o Gótico Primitivo/Inicial (transição do românico, arco ogival); o Alto Gótico ou Clássico (verticalidade e vitrais); o Gótico Radiante (destaque em rosáceas e luz); Gótico Flamejante (decoração exuberante onde se inscreve o Manuelino).

MANEIRISMO

Estilo artístico europeu (aprox. 1520-1600), com epicentro na Itália, que surgiu como transição entre o Renascimento e o Barroco. Caracteriza-se pela ruptura com a harmonia clássica, valorizando a "maniera" (estilo individual), alongamento de figuras, cores intensas e composições dramáticas, reflexo da instabilidade política e religiosa da época

MANUELINO

Expressão artística e arquitectónica exclusivamente portuguesa, do final do Século XV a início do XVI (reinado de D. Manuel I, 1495-1521) que combina o gótico flamejante com o plateresco espanhol. Mistura elementos góticos tardios com motivos naturalistas, calabres, símbolos régios e religiosos.

MÍSULA

Elemento arquitectónico ou decorativo que sobressai de uma parede, funcionando como suporte estrutural para vigas, lajes ou para apoiar elementos decorativos como cornijas, arcos, bustos.

NAVE

Parte central de uma igreja, estendendo-se desde a entrada principal até os transeptos

PLATERESCO

Estilo artístico e arquitectónico espanhol do Século XVI, marcando a transição do Gótico para o Renascimento, caracterizado por uma decoração minuciosa e densa, comparável ao trabalho de ourivesaria, (plata em espanhol), daí o nome.

PLATIBANDA

Murete de alvenaria construído no perímetro superior das paredes externas, usado para esconder o telhado, calhas, elementos arquitectónicos superiores, conferindo uma estética moderna.

RETÁBULO

Estrutura de madeira, pedra ou marcenaria, de feição artística, colocada sobre ou atrás do altar numa igreja, composta por painéis pintados ou esculturas.

ROSÁCEA

Grande óculo circular para entrada de luz numa igreja, típico da arquitetura gótica, habitualmente composto com vitrais, posicionado na fachada ou transeptos, simbolizando a eternidade.

TRANSEPTO

Galeria transversal que cruza perpendicularmente a nave principal de uma igreja, situando-se geralmente entre a nave e o coro. Divide o espaço da igreja, separando a zona dos fiéis (nave) da área do clero.

Saiba mais

Entre aqui para conhecer todas as informações úteis que precisa para visitar o Mosteiro dos Jerónimos ou a Torre de Belém

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